E se fosse possível poder abandonar a própria vida sem despedidas, culpas ou perdas? Viver tudo que gostaria, sem prejuízos físicos ou mentais. Virtualis parte dessa premissa ao acompanhar Marcos, um homem comum, aprisionado por uma rotina exaustiva e por responsabilidades que jamais esteve disposto a doar os minutos da sua vida. Diante da promessa de uma alternativa radical — a chance de trocar de vida — ele se vê diante de uma decisão que muitos desejam, mas poucos teriam coragem de encarar.
Entre o peso do cotidiano e a sedução de um recomeço absoluto, a narrativa provoca o leitor a refletir sobre identidade, fuga e liberdade. Até que ponto somos definidos pela vida que levamos? E o que restaria de nós se tudo pudesse ser deixado para trás? É isso a liberdade?
Virtualis não oferece respostas — apenas a pergunta essencial: E por que não?