Em um país marcado por profundas desigualdades raciais, as instituições de educação infantil, ensino fundamental e médio não são apenas espaços de aprendizagem: são também arenas onde se disputam sentidos, afetos e futuros possíveis. Esta obra reúne propostas de pesquisa, análises e experiências que revelam como o racismo institucional atravessa o cotidiano da educação básica, desde a primeiríssima infância, impactando a formação subjetiva e as oportunidades de crianças, adolescentes e jovens negros.
Ao mesmo tempo, o livro mostra que é possível movimentar resistências e construir inéditos-viáveis transformadores: professoras, gestores e comunidades inventam práticas pedagógicas, metodológicas e reconstroem políticas educacionais que abrem caminhos para uma educação antirracista desde o berço.
Articulando fundamentos teóricos ancorados nas teorias críticas da educação e propostas de reorganização das práticas e das epistemologias vivenciadas na educação básica, a obra ilumina tanto as violências persistentes quanto as potências transformadoras presentes nas escolas brasileiras.
Este livro é um convite à ação individual e coletiva na direção de questionar a normalização das desigualdades raciais na escola, construir projetos político-pedagógicos centrados na afirmação cotidiana da equidade e no reconhecimento e valorização da potência humanizadora da diversidade. É também uma forma de afirmar o direito à uma educação antirracista ao longo de toda a educação básica, expressão de um compromisso ético e político com a construção cotidiana do bem comum.