Quando Convivi com os Ratos é mais do que um livro; é um testemunho pungente da vida de Francisco Araújo, ou simplesmente Chico Araújo, cuja trajetória começa nas profundezas da Amazônia e se estende até os corredores do poder em Brasília. Suas origens estão entrelaçadas com as paisagens exuberantes e o rigor da vida na floresta acreana, mas foi sua determinação inabalável que o fez transitar com maestria dos rincões do Acre ao coração do país, sempre movido pelo desejo de revelar verdades, buscar justiça e fazer a diferença na vida das pessoas. Chico nasceu em uma época em que o Acre fervilhava com mudanças sociais e políticas. Desde cedo, ele percebeu o que era viver no fio da navalha, observando as adversidades enfrentadas pelos trabalhadores e as dificuldades que pairavam sobre o povo da região. Esse contexto forjou nele um espírito observador e destemido, características que mais tarde o tornariam um jornalista combativo, defensor incansável da liberdade de expressão e dos direitos fundamentais. Começou sua carreira no jornalismo no Acre, em um tempo em que o estado vivia uma efervescência política e enfrentava as forças do desmatamento e da opressão governamental. Trabalhando na redação de A Gazeta, um dos jornais mais influentes do estado, Chico mostrou sua coragem e desenvoltura ao trazer à tona as histórias de comunidades esquecidas e as denúncias de corrupção e injustiças.