A motivação que levou o Grupo Crítica Social a estudar em profundidade o que podemos denominar de Pós-modernidade, foi a inquietação de todos os membros diante do grande desafio em elaborar o entendimento que diz respeito não apenas as profundas transformações que a reestruturação produtiva causou e tem causado sobre todas as esferas e sobre todos os movimentos sociais. Todos nós vivemos profundas inquietações, a sociedade parece se dissolver a olhos nus. Há uma desorganização no pensamento atual, sob todos os aspectos – as pessoas comuns, os intelectuais, os políticos etc., uma profunda apatia e passividade que assola os trabalhadores. Como espectadores de um espetáculo macabro, presenciamos uma grande confusão no pensamento, os novos meios de comunicação impõem sobre todos uma nova cultura virtual e o espetáculo agora é composto pela nossa própria tragédia. O livro é o esforço do Grupo Crítica Social, com o firme propósito de apresentar ao menos algumas teses. A primeira mostra que o mundo não experimentou apenas uma Modernidade, ao longo de sua história, especialmente a história europeia, a obra procura apresentar três modernidades, cuja primeira tem início a Grécia antiga, com a reestruturação do pensamento. Em seguida, a segunda Modernidade, a partir da transição do século XV para o XVI. Na sequência histórica, a Modernidade capitalista que desemboca na Pós-modernidade. Outro elemento importante nessa obra consiste em apresentar e dissecar os elementos constitutivos da Pós-modernidade que se conjugam com a reestruturação produtiva que do Capital experimenta a partir de meados da década de 1970, cujas consequências levam ao neoliberalismo e a uma desestruturação das esferas institucionais das relações de exploração reprodução.