Vivemos tempos de muita interação com a tecnologia, o que deixa pouco espaço para a boa e velha conexão humana. E agora, falando especificamente da Inteligência Artificial (IA), essa conexão pode estar ainda mais ameaçada. Será? Os Quase Mil Amores traz uma excelente reflexão sobre IA e os relacionamentos no nosso cotidiano tão conturbado. Vivemos correndo, cheios de tarefas diárias e tantas coisas para administrar no dia a dia, como carreira, finanças, família, amigos... Será que estamos prontos para encontrar um amor pelos aplicativos de namoro onde os algoritmos são responsáveis por escolher quem mais combina conosco? Ou será que a magia dos encontros cara a cara ainda tem mais peso na hora de dar match? Neste caso, a IA pode, sim, ser uma ferramenta poderosa de auxílio, mas jamais de substituição do olho no olho, da química, da mais antiga conexão sem fio, desde que o mundo é mundo: a conexão humana. A IA pode ser uma aliada na escolha do filme ou do seriado que queremos maratonar, ajudando na organização da nossa agenda, nossa saúde, nossas finanças. Existem inúmeros aplicativos para exercer essas funções, mas nada substitui a poesia dos encontros. Neste best seller, Karen Waechter traça um panorama incrível entre tecnologia, relacionamentos e autoconhecimento, com base nas próprias experiências de vida. Não se trata absolutamente de autoajuda, mas de dividir com você, leitor, um pouco da própria história, como um ato de amor em tempos de relações líquidas. Os Quase Mil Amores é mais que um livro, é uma daquelas conversas necessárias entre melhores amigos depois de um dia puxado. Espero que, assim como eu, você mergulhe nessa leitura cativante sobre tecnologia, propósito, vida e, é claro, sobre amor. Afinal de contas, é ele a verdadeira inteligência que faz o mundo girar.