O isolamento social imposto pela pandemia de COVID-19 revelou um profundo mal-estar existencial causado pela enfermidade. Este livro mergulha na experiência de viver uma enfermidade em isolamento no contexto da pandemia, propondo uma investigação filosófica que transcende o diagnóstico médico.Para quem vive a enfermidade, a privação da convivência social e a disseminação de um vírus desconhecido caracterizaram um mal-estar pandêmico inegável. O autor investiga como o confinamento e a possibilidade de ficar gravemente enfermo levaram ao desmoronamento do mundo familiar conhecido, cedendo lugar a uma nova condição de estranhamento. A enfermidade pode romper trajetórias lineares de vida ao impor perdas existenciais profundas. O leitor descobrirá como o sofrimento não se restringe à dor física, mas manifesta-se como um sentimento multifacetado. O estudo enfatiza que, devido à qualidade dinâmica da existência humana, duas pessoas com os mesmos sintomas corporais podem vivenciar a enfermidade e o sofrimento de maneiras notavelmente diferentes. O isolamento e a enfermidade grave forçam o ser humano a confrontar com a inevitabilidade da própria finitude. Descubra a contribuição da filosofia para a compreensão de como os seres humanos sentem e vivenciam o mundo quando estão solitários e enfermos, e como a consciência da impermanência pode nos motivar a dar mais valor e peso às decisões da vida.