Em meio ao colosso urbano que um dia ressoou com o vigor dos fornos acesos, dos martelos em sinfonia e das mãos calejadas que moldavam o progresso, O Bocejo da Metrópole ergue-se como um lamento poético de uma cidade que esqueceu sua essência manufatureira e altamente produtiva. A alma artesã, outrora pulsante, deu lugar a um torpor inerte, onde a produção cedeu à estagnação e o comércio tornou-se um reflexo opaco do que já foi grandeza. Neste livro, versos e rimas líricas traçam um retrato vívido de uma nova metrópole estagnada — offline em seu próprio destino, adormeceu em meio a estruturas colossais sem grandezas, sem o brilho corporativo e ruas sem o fervor dos negócios. As fábricas silenciaram, as oficinas se esvaziaram, e o espírito empreendedor se dissipou como fumaça no vento. Entre a nostalgia do que se perdeu e a inquietação do que ainda pode ser recuperado, cada poema é um chamado à reflexão, um sussurro que ecoa nos becos da urbe transformada em cidade dormitório, e que precisa despertar desse sono pesado. Se você sente o peso da modernidade que desumaniza e desconecta, se percebe a ausência daquele fervor que um dia deu vida às engrenagens da cidade, este livro é um espelho das mudanças e um convite para resgatar aquilo que fez das metrópoles verdadeiros organismos vivos.