Acordo em um lugar totalmente escuro, com um pouco de dor nas pernas e nas costas. Levanto-me e logo me pergunto se pereci. Penso que já estou no inferno, mas está frio. Vejo, em um lugar distante, uma porta emitindo uma luz. Caminho até ela. Quando entro, vejo um caixão em uma sala bem iluminada, indicando que já é de manhã, com um ventilador de teto fazendo um ruído, balançando tanto que até parece que vai cair. Vejo uma mulher dentro dessa sala, rodeada por várias pessoas. Aproximo-me lentamente, praticamente cortando essas pessoas, e observo. Aquela mulher é a minha mãe. Aquele velório era o meu.