Este tratado "Mentalidade Consciente e Conduta Racional" faz uma incursão sobre a consciência e a conduta com que o homem age e serve no seu relacionamento com o seu meio em garantia do valor à vida. Focaliza de modo explícito contextos restritamente africanos com um conteúdo transversal e de modo implícito contextos geográficos abrangentes, compreendendo que o assunto ultrapassa fronteiras.
Parte-se do princípio de que o carácter virtuoso dos membros de uma sociedade é o fundamento para o seu bem-estar, ainda que o seu espaço físico seja num deserto, sem bonanças de recursos naturais, pois entende-se que a consciência e a conduta virtuosas são a porta de transformação do meio em espaços habitáveis. Já o inverso, havendo declínio de consciência e de conduta, toda a riqueza material daquela sociedade pode-se considerar futilidade, nulidade e até mesmo desgraça para a vida dos seus próprios habitantes, pois em última instância, a referida riqueza material não apenas se dilui na qualidade crítica de consciência e de conduta dos seus próprios cidadãos, como também torna-se fonte de diversos conflitos internos e externos, podendo aglomerar de forma ilusória ricos sem riquezas e sem qualidade de vida.
Neste quesito, a reflexão manifestada neste livro permitiu-nos apurar realidades antagónicas no que se trata de virtudes de consciência e de conduta face à garantia necessária de relacionamentos, modos de vida e espaços sociais estáveis. Neste âmbito, sustentamos que a garantia de relacionamentos, sociedades e modos de vida de estabilidade de quaisquer sociedades está dependente da qualidade de consciência e de conduta com que os seus cidadãos agem, reagem e investem sobre elas, o que implica mentalidade e conduta virtuosas.
De modo contrário, a ausência destes padrões resulta em ambientes, relacionamentos e modos de vida instáveis de forma transversal, pelo facto do desalinhamento dos padrões fundamentais com o compromisso da qualidade de vida e desenvolvimento da pessoa humana.
Olhando para a realidade em ambientes africanos, infelizmente, nota-se nas suas formas de viver, nos seus diversos níveis e status ambientes dominados em grande medida por tais qualidades nefastas, de forma ascendente e com agravamento nos níveis de gestão social, desenvolvendo e gerando redundantemente culturas e procedimentos inibidores ao desenvolvimento humano, péssimas influências e contagiantes as gerações subsequentes.
Neste quesito, tem se apurado uma necessidade expressa de reformas do ponto de vista da consciência e da conduta nestes espaços, elevando a qualidade emocional dos seus cidadãos, de modo a garantir relacionamentos que reflitam ambientes e modos de vida estáveis, e inverter paradigmas redundantemente viciosos nas diversas realidades de convivência e consequências associadas nos modos viventes.
O título do livro expressa um apelo à mudança de paradigma de modo a se criar ambientes e modos de vida condignos, partindo do princípio de que "a vida de cada criatura humana é uma dádiva com valor insubstituível, todas as pessoas têm o direito à vida, não existe vida substituível, pelo menos em nível humano, e nenhuma angústia atinge o homem que não seja resultado da qualidade da sua consciência e conduta". Concluiu-se que a mentalidade consciente e a conduta racional dos cidadãos geram prosperidade transversal, pois, graças a esta qualidade de personalidade, os cidadãos tornam-se capazes de agir com compromisso e comprometimento pela causa da transformação do seu meio, tornando-o habitável. E finalmente advoga-se reformas de consciência e de conduta dos cidadãos, mudança genuína de paradigmas viciosos como ponto de partida e rumo para a estabilidade desejada.