Quando um realizador de filmes documentários se coloca diante da câmera, favorece uma espécie de curto circuito. Informação positiva, a imagem gera faísca, e quando submetida ao olhar crítico, negativo, cresce a voltagem. Quando o protagonista, escritor, decide saltar sobre a vacilante fronteira entre o real e o imaginário, o leitor é induzido a revisar antigos significados, certos princípios e até mesmo convicções, pois já não se ajustam os sistemas.
Neste Incerto Errante, o protagonista é um xereta que, por suspeitar do senso comum, começa a cavoucar, para levar mais a fundo o seu entendimento. Experiente, cheio de vivências, ele convida o leitor a se integrar ao relato.
Incerto Errante contém os pontos de vista de um xereta profissional. Ficção e autobiografia, intercala desabafos com reflexões. O autor busca promover os alfa-ativos, aquelas pessoas dispostas a fuçar para avançar, e sugere que cada um comece a garimpar suas próprias potencialidades.
O digital e a internet, nem bem chegaram e já lograram mudar nossos destinos. Incerto Errante, em meio a esta nova correnteza, incontrolável, mostra como cada um terá que ser piloto de si mesmo.
Quem possui o hábito da leitura já percebeu como o imaginário leva mais longe que os delírios da ficção. A prospecção íntima explora o nosso "capital neural", e sugere tirar melhor proveito dos atributos de cada pessoa.