Neste livro, Rayane Freitas nos convida a refletir sobre as relações de trabalho nos ambientes gastronômicos, desnaturalizando práticas que perpetuam desigualdades raciais, de gênero e de classe. A cozinha, tradicionalmente ocupada por trabalhadores e trabalhadoras racializados, carrega marcas históricas do trabalho escravizado e precarizado — um espaço onde a desumanização ainda é uma realidade.
Com escrita acessível e compromisso científico, a autora — mulher negra, doutora em Nutrição — analisa os impactos das estruturas capitalistas na organização do trabalho e apresenta caminhos para transformar essa lógica. O livro discute desde as condições adversas enfrentadas pelos trabalhadores até estratégias para lideranças e gestores assumirem seu papel na construção de relações mais justas.
Mais do que uma análise crítica, esta obra é um convite à ação: reconhecer a importância dos saberes, valorizar a cultura alimentar e promover ambientes de trabalho decentes, pautados na dignidade e no respeito. Se você acredita que cozinhar é um ato de memória, identidade e pertencimento, este livro é leitura essencial para repensar a gastronomia como espaço de humanidade e não de opressão.