Falar sobre finanças é, muitas vezes, como abrir uma gaveta esquecida da alma. Lá dentro, não estão apenas números e contas, mas também medos, crenças, memórias e silêncios. O tema, embora presente em nosso cotidiano, costuma ser evitado, não por irrelevância, mas por incômodo. Afinal, lidar com dinheiro é também lidar com o que sentimos diante dele: insegurança, culpa, comparação, desejo. Na sociedade contemporânea, o discurso financeiro que ecoa na mídia é marcado por um viés meritocrático, ostentatório e, por vezes, bélico.
Esta obra nasce como contraponto. Um convite à leveza, à reflexão, à reconciliação. Aqui, não há fórmulas mágicas nem promessas de riqueza instantânea. Há, sim, caminhos possíveis. Há escuta. A proposta é olhar para o dinheiro com menos julgamento e mais curiosidade. Com menos medo e mais consciência. Prosperar, neste contexto, não é acumular. É compreender. É fazer as pazes com o que se tem e com o que se sente. É trilhar um caminho que respeite o tempo de cada um, sem pressa, sem culpa, sem comparações. É transformar o tema financeiro em diálogo, não em disputa.
Que este livro seja, portanto, uma pausa. Um respiro. Um espaço seguro para pensar, sentir e planejar. Que ele ajude a desarmar os discursos que ferem e a construir pontes que acolhem. Que ele inspire uma nova relação com o dinheiro, mais leve, mais justa, mais possível.