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Eu vejo assim

Eu vejo assim

Sinopse

Este livro reúne reflexões construídas a partir de mini-histórias produzidas por estudantes em pesquisas sobre linguagem e educação. O primeiro conjunto apresenta reflexões, textos e desenhos de 24 estudantes surdos, de 15 a 17 anos, de Salvador, sinalizantes de LIBRAS e aprendizes da Língua Portuguesa escrita. Suas produções resultam de uma pesquisa-ação colaborativa realizada anteriormente à pandemia. As atividades envolveram a visualização do filme O Circo, de Charles Chaplin, o contato com artefatos circenses e o uso das pranchas conceituais Circolando, do Programa Visual de Escrita. Em um ambiente de trocas respeitosas, os estudantes interagiram com crianças surdas mais novas, ensinando sinais e relacionando-os à escrita em Língua Portuguesa, antes de criarem individualmente as mini-histórias e os desenhos presentes na obra. O segundo conjunto tem origem na pesquisa Dentro de Casa: histórias infantis sobre o distanciamento social, realizada durante a pandemia da Covid-19 com crianças ouvintes de 7 a 12 anos de Mutuípe, Bahia. O estudo investigou como percebiam o isolamento, quais sentimentos expressavam e como significavam as experiências remotas. A abordagem microgenética orientou a produção das narrativas, que foram criadas a partir de onze pranchas conceituais sobre os Cuidados na Pandemia, do Programa Visual de Escrita, favorecendo a construção e o compartilhamento de sentidos sobre o período vivido. A relevância deste livro está na discussão sobre o letramento visual e a apropriação da escrita sustentada no pensamento em LIBRAS. A obra evidencia como as pranchas conceituais favorecem processos de construção e compartilhamento de sentidos, abordando temas como pandemia, linguagem e acessibilidade pedagógica em contextos marcados pela colaboração e pela gentileza.