É uma obra essencial que transcende as fronteiras da compreensão superficial sobre Direitos Humanos. Esta coletânea desafia o leitor a uma reflexão crítica sobre as fragilidades e as urgências da garantia dos direitos fundamentais na complexa realidade da América Latina.
No enfrentamento direto à persistente colonialidade, o volume mergulha na cosmovisão indígena do Buen Vivir como uma alternativa anticapitalista e antropocêntrica. Analisa, ainda, como o legado da ditadura militar brasileira distorceu culturalmente a percepção dos Direitos Humanos, legitimando a violência institucionalizada na segurança pública atual.
Os ensaios desvelam a lógica punitivista que nega a dignidade básica, tratando a visita íntima como "regalia" no sistema prisional. Expõem a fragilidade das políticas de proteção que falham contra o pacto do silêncio da violência sexual intrafamiliar e alertam sobre a evasão escolar, que perpetua a exclusão social.
Mais do que diagnosticar, a obra propõe a Tecnologia de Inovação Social e a Educação Participativa como pilares para a construção de uma sociedade mais empática, exigindo a reestruturação cultural e a ressignificação universal desses direitos.
Resultado de uma pesquisa rigorosa, o trabalho foi concebido sob a supervisão da minha orientadora, Dra. Mirian Célia Castellain Guebert, cuja liderança acadêmica se destaca pelo rigor metodológico e pela excelência nas investigações em Direitos Humanos, tendo sido fundamental para a realização desta obra.
Rafael Bruno Cassiano de Morais