Em 1686, chegava ao Colégio jesuíta de Quito um jovem vindo da Europa chamado Samuel Fritz. A ele foi dada a incumbência de trabalhar entre os Omáguas e outros povos que habitavam a Amazônia daquele contexto que faziam ou viriam a fazer parte do projeto missionário de Maynas (1638-1768). Durante sua convivência entre eles, Fritz registrou em seu Diário, por muitos anos, o desenrolar de suas missões, juntamente com um conjunto de informações que lhe pareceram pertinentes para o bom andamento dela, tais como: as disputas de caráter territorial e político entre Portugal e Espanha, a geografia do lugar, as várias etnias e seus costumes. Ele permaneceria na Amazônia até sua morte e, por seu intenso trabalho, ficou conhecido como Apóstolos do Amazonas. Vários municípios que se situam hoje no Alto e Médio Solimões, dentre eles: Fonte Boa, Tefé, Jutaí, São Paulo de Olivença, Coari, entre outros, atribuem a ele sua fundação. Foi justamente essa crença em torno do jesuíta Fritz e sua construção mitológica que estimulou a realização desse estudo.