A noite caía sobre a Praia do Matadeiro. Já com o céu estrelado, João começou a contar a antiga lenda do tesouro perdido de Florianópolis. Sentados ao redor da fogueira, os amigos escutavam atentamente, fascinados pela narrativa que se desenrolava diante deles.
João, balançando seu corpo como se estivesse navegando em um mar agitado, começou a falar sobre os antigos piratas que por 200 anos navegaram e dominaram os mares da região, buscando riquezas e aventuras. Esses piratas, temendo pela segurança de seus tesouros, decidiram escondê-los em um local secreto, longe de olhares curiosos e oportunos.
No entanto, a história tomou um rumo mais sinistro quando João, tentando fazer um ar de suspense, mencionou as bruxas que habitavam a ilha desde aquela época:mulheres comuns durante o dia, disse ele, mas, dotadas de poderes místicos, encontravam-se durante a noite para realizar seus rituais. Furiosas com a presença dos forasteiros, seus saques e ataques a vilas indefesas, descobriram o local de refúgio desses piratas e lançaram vários feitiços sobre os tesouros, garantindo que, por mais que procurassem, os invasores jamais os encontrariam novamente.