Atanásio de Alexandria escreveu: "Ele estava encarnado para que pudéssemos ser feitos deuses". Sua declaração é uma descrição adequada da doutrina. O que de outra forma pareceria absurdo - que o homem caído e pecaminoso pode tornar-se santo como Deus é santo - tornou-se possível através de Jesus Cristo, que é Deus encarnado. Theosis, ou deificação, é um processo transformador cujo objetivo é a semelhança ou união com Deus, como ensinado pela Igreja Ortodoxa Oriental e Igrejas Católicas Orientais. Como um processo de transformação, a theosis é provocada pelos efeitos da catarse (purificação da mente e do corpo) e theoria ( iluminação com a visão de Deus). Segundo o ensinamento cristão oriental, theosis é muito mais o propósito da vida humana. Considera-se alcançável somente através de uma sinergia (ou cooperação) entre a atividade humana e as energias (ou operações) incriadas de Deus. Porque a criação aguarda com ardente expectativa a revelação dos filhos de Deus. Porquanto a criação ficou sujeita à vaidade, não por sua vontade, mas por causa daquele que a sujeitou, na esperança de que também a própria criação há de ser liberta do cativeiro da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus. Porque sabemos que toda a criação, conjuntamente, geme e está com dores de parto até agora; e não só ela, mas até nós, que temos as primícias do Espírito, também gememos em nós mesmos, aguardando a nossa adoração, a saber, a redenção do nosso corpo. São Paulo, Carta aos Romanos , 8: 19-23