Por que boa parte dos estudantes não gosta da escola e não valoriza o conhecimento escolar?
Com essa pergunta em mente, a autora mergulha no mundo subjetivo de estudantes do ensino fundamental e professores(as) de uma escola estadual numa das maiores favelas do Brasil.
Este livro é resultado de um mestrado em educação e apresenta em detalhes a pesquisa desenvolvida pela autora na busca por compreender qual é o sentido e o significado do(a) professor(a) e da escola para o estudante de camadas populares.
O estudo revela, entre outras coisas, que os estudantes gostam da escola e atribuem a ela significados positivos, reconhecendo a importância da escolarização como um processo de aquisição dos saberes fundamentais à inclusão no mercado de trabalho e como possibilidade de mobilidade social.
Entretanto, tendem a negar a rotina escolar, buscando estratégias que propiciem a troca de saberes e interações mais próximas entre eles, já que o tempo e a organização escolar não as favorecem. A escola parece mais centrada no aprendizado do conteúdo pelo conteúdo, das regras de comportamento e no disciplinamento dos estudantes, realidade que contribui para o estabelecimento de uma relação conflituosa entre docentes e estudantes, em que predominam a ameaça e o controle por nota e uma prática docente homogênea e autoritária.