Entre aproximações e distanciamentos, "A Amazônia no Ensaísmo de Euclides da Cunha: literatura, história e paisagem", em um esforço hermenêutico dos mais densos, reflete sobre a experiência amazônica do escritor fluminense Euclides da Cunha (1866-1909), enquanto chefe da Comissão Brasileira de Reconhecimento do Alto Purus, no decurso de 1905, na região norte do Brasil. Além disso, como efeito tributário, também analisa o processo de representação do seringueiro (sertanejo migrante) nos ensaios amazônicos do autor contidos na primeira parte da obra "À Margem da História" (1909). Assim, de modo geral, os textos produzidos por Euclides, como resultado de sua passagem pelas paragens amazônicas, nas tênues confluências entre o real e o imaginário, revelam um ensaísta de fôlego, misto do literato, jornalista e engenheiro, em um universo marcado pelo simbolismo fecundo do rio e da floresta.